Atualmente, com a facilidade da internet, e a democratização do conhecimento por meio dela(até certo ponto), histórias desconhecidas e não tão exploradas são "reveladas" ao público que se enquadra em um perfil que demonstra interesse pela história nacional e pela cultura de modo geral.
Com essas revelações, descobrimos pessoas que tiveram grande importância naquele tempo, apesar de muitas vezes as suas condições dificultarem esse caminho: a sua origem racial, sexo e condição social.
Nesse post eu resolvi falar um pouco sobre alguns artistas brasileiros da época do Império, que não são tão popularmente conhecidos. Informações retiradas do livro "A música no Rio de Janeiro no tempo de D.João VI" do ilustre Vasco Moriz.
1- António José da Silva " O Judeu " (1705-1739). Nascido em São João de Meriti, foi um escritor e dramaturgo, que apesar de ter vivido pouco, apenas 34 anos, eternizou a sua obra na cultura portuguesa, sendo considerado um dos maiores dramaturgos daquele país. Como diz sua alcunha, António era de origem judaica, apesar de ter sido batizado na Igreja Católica. Numa época em que os judeus eram perseguidos, ele se tornou um refugiado aos 7 anos. instalando-se em Lisboa, por conta da perseguição à comunidade de cristãos-novos no RJ. Sua mãe foi deportada para Portugal e condenada pela Inquisição. António, sua mãe e sua esposa, foram presos, torturados e mortos pela Inquisição.
Era um grande escritor de comédias, foi um dos percursores da modinha, música luso-brasileira com influências da ópera italiana, além da grande mistura utilizada por ele, adaptando óperas, minuetos, fandangos, contradanças, modinhas e lundus (música de origem africana que fora trazida pelos africanos escravizados ao Brasil)
Foi parceiro de António Teixeira, compositor português, colaborando na composição de Óperas.
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